Ops Nina, vem?

Ops Nina | Marina Mello

Amo esse blog. Amo mesmo. Mas ele faz parte de uma história que aos meus olhos não é mais minha. Ou melhor, é sim, é muito minha. Mas eu não quero continuar ela. Quero outra, nova e em branco me dando total opção de novos caminhos. E então, vim contar que eu fiz outro blog! O nome é Ops Nina! Além dos meus textos (amor eterno), abrange também outros conteúdos. Vários temas. Desde maquiagem a filmes e livros. Por que eu to fazendo esse post? Porque eu ficaria muito feliz de ter la também quem eu tenho aqui! Todos que me acompanham aqui são tão prestativos que eu vou sentir muita falta! E como não pretendo voltar nesse aqui, espero vocês lá, beijo! <3

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Tudo o que eu tenho

Eu tenho notas pra recuperar e um quarto bagunçado. Uma lista de músicas tristes e as cobertas mais quentinhas do mundo. Tenho livros guardados que me esperam para o dia que estiver pronta para lê-los. Tenho amigas meio estranhas e um namorado mais ainda. Tenho medos escondidos e sonhos românticos. Tenho também, ideias absurdas que deveriam me levar a um psiquiatra ou algo do tipo.  Acho meio improvável que alguém depois de saber tudo que eu penso, ainda queira ficar. Mas tudo bem. Eu tenho um guarda-roupas bagunçado e coisas que eu não uso mais, não quero mais e não tenho coragem de jogar fora. Desculpa, me apego a bobagens que em algum ponto da minha vida foram importantes. Não que as queira,  é que fizeram parte sabe?

Tenho  alguns diários de 2007 e 2009, quando eu me enchia de raiva porque uma menininha lá falava mal de tudo e todos e vivia de mimimi. Tenho vários cadernos de textos e blocos de notas cheios de tolices-sentimentais-dramáticas-chatas-e-estranhas. Nunca consegui organizar definitivamente nada. Essa coisa de viver arrumando aqui, consertando ali não é pra mim. Preciso de algo organizado e que não me incomode. Tenho pastas de fotos antigas e um painel quase vazio por preguiça de arrumá-lo como deve ser. Fotos, livros, textos, trechos, amores e eu. Solidão tão cheia de tudo e que me deixa sem nada.

Tantas pendências que eu carrego só pra saber se ainda existe algum discernimento aqui dentro. De uns tempos pra cá tanta coisa mudou e eu desaprendi tanta coisa e aprendi tantas outras que posso dizer que valeu a pena. As vezes não sei se sigo o que sinto ou se pirei de vez e não sei de mais nada. Talvez seja. Adeus cérebro, meu casamento com o coração aconteceu faz tempo e eu não sabia. Mas agora é definitivo. Ah,  e com comunhão de bens.

Tenho uma personalidade instável e gênio forte até, mas existem piores que eu. Tenho uma mãe geniosa e linda por dentro e por fora. Tenho tanta saudade que o coração não sabe mais o que fazer. Amar demais também é um problema. Tenho um cabelo comprido e bagunçado e bochechas que eu o-d-e-i-o. Tenho o sonho de ter filhos e casar na praia. E ter um cachorro. Vários. E vários gatos também. E só um papagaio. E um jardim bonito. E um coração cheio de amor. E todas as coisas que eu carrego comigo todas as manhãs e que esqueço ao longo do dia, mas lembro a todo instante. É bom saber tudo o que se tem. E melhor ainda quando tudo que se tem é maravilhoso e não se compara a nada e nem ninguém.

Eu não sei o que você quer do futuro

Olha, hoje eu não posso te explicar muita coisa, mas quem sabe outro dia a gente se encontre e tudo isso faça sentido de novo. Ou talvez, se tivermos sorte, vire uma lembrança tão boa que uma explicação estragaria. 

Eu sei que agora tudo é estranho e você duvida de mim, e quer saber, eu duvido também. Me acho incapaz de te amar o suficiente e quase enlouqueço com isso. Me esforço pra demonstrar, mas falo besteira. E corro atrás de consertar erros que não são meus, e tento uma, duas, três, mil vezes se for preciso. Mas não largo de nós dois. Não largo porque não somos feitos um para outro de uma forma que tudo seja perfeito desde sempre, a graça disso tudo é lutar por alguém, é subir cada degrau, ganhar cada espaço e muita determinação. Sem ela, amor nenhum segura a bronca.

E eu luto por nós dois por ser uma forma de acabar com o amor que eu sinto por ti, é meio que dar chances até a vontade de abandonar for maior que o sentimento. Você não se importa comigo e as vezes eu quero que vá mesmo, vá e não volte. Assim eu fico livre pra errar sozinha (de novo). Eu sei que tudo fica mais suave com você aqui, mas não complica minha situação. Quantas vezes eu vou ter que dizer que escolho nós dois? Te peço pra não desistir, tenta de verdade, segura a minha mão que tudo isso vai passar, é só uma fase ruim.

Acredita nisso também, por nós.

Eu não sei o que você realmente quer do futuro, mas espero que me queira nele. Por mais difícil e estranho que isso possa parecer, mas aos poucos a gente resolve e tudo se encaixa. Você sabe disso, não sabe? Eu me coloco a tua disposição; hoje, amanha e sempre.

Só te peço isso

Todos os dias eu tenho vontade de te dizer o quanto você é perfeito e que eu não te mereço, que você não deveria estar comigo e te mandar embora. Embora pra onde? Só se for pra minha casa. Queria ter o poder de te colocar em uma caixinha de refúgio e ter você pra sempre. Egoísmo puro, eu sei. Mas é que sem você é mais difícil. O fardo é mais pesado, a vida tem menos graça e os problemas se tornam maiores – mesmo que você seja um deles. Mesmo que você seja extremamente infantil para algumas coisas, mesmo que só queira me alegrar. Teu jeito me encanta. Teu carinho misturado com ironia e em seguida um beijo com mordida, teu amor.

Você fala de estrelas e coisas estranhas e eu só sei falar bobagem. Na verdade eu até sei falar sério, mas prefiro te fazer rir (nem que seja mais de mim do que comigo). Sou tola, eu sei. Mas te amo. Amo mesmo, bastantinho. E sinto ciúmes, medo de perder e sou cheia de inseguranças. Mas você nem nota, me olha com tanta admiração e zelo que tenho vontade de sacudir e dizer o quanto eu sou errada, te falar de todos os meus defeitos, desde os menores até aqueles praticamente  insuportáveis. Mas é nos teus olhos que eu vejo segurança, é no teu abraço que eu acho que tudo vai dar certo.

É tão fácil sentir e tão difícil explicar. Aos poucos você me ganha, faz a vontade de ver aquele outro cara diminuir e a de  ficar perto de ti aumentar. Mas anda logo, vai embora. Não se apega e não deixa eu em apegar. Nós dois sabemos que é morte premeditada.  Amor que vai crescer e não vai ser forte o suficiente. E vai morrer como qualquer outro. Não vai ser diferente, não vai render um livro inteiro, talvez um capítulo ou apenas algumas páginas. Você é tão certinho, tão careta e me faz tão bem.  Não bebe, não gosta de tatuagens e nem pensa na possibilidade de provar tudo de errado que o mundo proporciona. Nem preciso dizer que sou o contrário de tudo isso e continuo te amando.

Só te peço pra não me entender, não me perdoar, não tentar ver meu lado bom. Fica com o ruim. Olha meus defeitos e exalta todos eles e usa como motivo pra ir embora. Só aceita meu pedido de desculpa. Desculpa por entrar na sua vida, bagunçar ela e querer sair de uma forma tão abrupta. É só medo. Medo de não saber o que fazer quando você disser que não dá mais ou que passou naquela prova E vai embora.

Você é um nerd, cretino, besta, grosso e eu não quero te largar nunca mais.  Você gosta de legião e nem gosta de imaginar as músicas que eu já cantei e dancei em festas por aí. Até que te dou razão, elas são realmente idiotas e sem conteúdo. E que seus rock’s pesados que maltratam meus tímpanos são melhores. Apenas no quesito letra, que fique bem claro. Por quê você é tão compreensivo? Por quê não me dá motivos pra te odiar? Meu forte é dar errado, não tente mudar isso, não sei me virar de outra forma.

Talvez até saiba, mas é que amar alguém é tão complicado. Nada convencional, nada que se bem guardado, fica como é. Amor se a gente deixa pra depois, ele morre. Precisa ser cultivado e eu não faço a mínima de como fazer isso. Meio que já me acostumei a não ter que cultivar. É tão estranho. Mas olha, vou te contar uma coisa..não quero nem saber como é, quero só te amar.

Redes sociais e a exposição excessiva

Hoje em dia com tantas redes sociais e tanta ostentação é super normal que a vida de qualquer pessoa esteja inteirinha em seu facebook, twitter, instagram, tumblr, foursquare, blog e tantas outras que eu nem sei. Até que ponto isso é bom? Manter no seu perfil fotos daquele passeio incrível, citações legais de algum escritor que você provavelmente nunca leu nem um livro sequer, confirmar presença em eventos avisando indiretamente para alguém que você vai ou fazer reclamações sobre política é aceitável. Faz parte da sua vida e em partes, as redes são para os seus amigos interagirem com você. Claro, hoje o mundo é das indiretas. Mas não é só esse o assunto. O problema de hoje em dia é que a exposição excessiva está fazendo de pessoas normais, celebridades da internet. Qual é o mérito disso? Nenhum. A opção seguir no facebook foi feita para pessoas normais acompanharem o trabalho/arte/vida de pessoas famosas. Mas e aí? O que faz uma pessoa merecer fama? Suas atitudes. Hoje basta uma menina com o cabelo escorrido, piercing no nariz, uma blusa que mostre metade dos seus seios e ela terá no mínimo 1.000 seguidores. Talvez porque o padrão seja esse e nós morremos de medo de ir contra isso.

É normal até. Deplorável, claro. Sei (e sigo) pessoas simples, normais, mas com opiniões maravilhosas e pontos de vista extraordinários. E é ai que entra o mérito, as idéias daquela pessoa me fizeram pensar, refletir a respeito do que tenho feito da minha vida. As pessoas que divulgam idéias, que questionam, que lutam (por si e pelos outros) são as que merecem toda essa idolatria. E isso serve para homem e para mulher. As redes sociais foram feitas cada qual para um contato diferente, mas nós que somos egoístas, arranjamos um jeito de tirar proveito unicamente para nós. Eu acho o máximo quando alguém se expõe com toda a transparência que puder, até porque, não é nenhum pouco fácil se assumir com defeitos e erros e quem o faz, acaba ganhando merecimento (vivemos em um mundo de máscaras, você sabe). O que eu não entendo é por que nossas mentes que diga-se de passagem, são muito evoluídas (apesar de que eu acredite em teorias retrógradas) vivemos em função dos outros? A sociedade é que impõe? Indiretamente sim. Mas que fique claro, somos influenciados, não obrigados.

É como se dissessem: ”Use essa roupa, ela te torna igual aos outros e então você se encaixará”. Mas que droga! Se encaixar  no que? Em uma sociedade profundamente corrompida e doente? Desculpa aí, mas eu tô fora.

O lugar influencia também, por exemplo, eu moro em Imbituba-SC, cidade praiana e pouco desenvolvida. Sinto falta de inúmeros recursos, mas agradeço pela qualidade de vida. Temos a praia rondando toda a cidade, ar puro, nadinha de nada de trânsito, sabe, tranquilidade para viver. A pressa sem motivo das grandes metrópoles é incompreensível. Caso queira ser psicólogo, só escolha o lugar e tente salvar essas mentes nervosas. Por mim e por todos. Eu queria poder ajudar todo mundo, mas ouvir ladainha alheia não é meu forte. Só faço por amor.

Já me perdi do assunto do texto, voltando. As pessoas se expõe muito e a todo minuto. Necessidade de atenção, de elogio, de carinho de pessoas que só conhecem o que você posta. Fim. Isso é falta de amor (para não ser grosseira).  Tudo que é bonitinho vira moda, tudo que vira moda, vira lixo. É tão simples. Para que abrir a sua vida assim? Ser uma pessoa pública quando você quer ser uma pessoa pública, é ótimo. Agora, por exemplo, brigou com o namorado e já posta centenas de frases descornadas só para ele ver e te ligar e fazer as pazes, não porque ele realmente quer fazer as pazes e sim porque não quer passar vergonha. Ou seja, além de se expor, expõe os envolvidos na sua vida. Já parou para pensar que existem pessoas discretas e que vivem para a o real?

Bom, eu acredito que nós temos salvação. No dia em que aprendermos que independente da religião, a lei é amor, independente da opção sexual, a lei é a mesma. O dia em que o ser humano aprender a respeitar sem idolatrar, a discordar sem diminuir, tudo estará resolvido.

Jogar tudo para o alto e ficar

TUMBLR

Eu não sei por onde começar. Não dessa vez. Foi tudo tão rápido, tão raso e difícil de entender. Eu gosto tanto de você e tenho tanta vontade de fugir. Fugir porque de alguma forma, você mexe com o que tem de pior e melhor em mim, me faz sentir medo, ódio e encarar tudo isso mesmo não querendo. Perto de você eu sinto que tenho a obrigação de tentar, de fazer dar certo.

Ultimamente têm sido assim, um misto de vontade e sentimento, o menino que não se encaixava nos meus padrões idiotas, me ganhou. Game Over. Meu discernimento de certo e errado acabou de ir para o espaço. E eu estou aqui, vivendo coisas que parecem ser a cura de todo esse vazio que nunca ninguém esteve disposto a preencher. Não como você. E por isso nosso barco não afunda, o que eu não puder fazer por nós, te dou força e fazemos juntos. Você é a minha cura, a mesma que eu jurava não existir. E mesmo que tudo isso mude, que necessite de uma pausa ou sei lá, um futuro ponto final, eu não sei o que dizer. Nunca fui satisfeita com que tinha e luto contra mim todos os dias para poder ficar com você. Minha vontade é jogar tudo pro alto e esquecer que sentimento não se apaga tão fácil assim.

Mas é você, apenas você que me faz ficar, ficar hoje, amanha e sempre. Me faz fazer birras como criança e assumir a pose de mulher decidida. A forma com que me abraça, me beija e faz eu me sentir bem, tranquila. Sabe, sou sentimental ao extremo. Fico sem jeito, com bochechas vermelhas e tenho vontade de me esconder toda vez que me enche de mimos e carinhos, não sou acostumada a tanto. Daí aparece você e se dispõe a fazer por mim o que ninguém até então fez. Você tenta me decifrar, me acompanhar, me entender e quando não consegue, sabe me respeitar.

E é basicamente isso. É tão pouco pra quem olha de fora e tanto pra quem olha de dentro. É saber dar espaço sem abandonar, cuidar, fazer rir, dar a mão e o corpo todo, compreender o incompreensível e aceitar a falta de entendimento e opiniões controversas. É ficar mesmo quando o certo seria ir.

Decoração: A procura do quarto perfeito

Sou apaixonada por decoração e  afins, sempre fico procurando quartos, salas e jardins diferentes, acho que quando eu tiver a minha casa, vai ser toda misturada, meio rústica, meio moderninha, sei lá, mas enfim, trouxe algumas fotos aqui pra vocês se inspirarem:

E ai, curtiram?

Primeiro dia de aula

 Só de pensar nisso fico nervosa. Ter que entrar em uma escola nova, com pessoas novas e regras diferentes me soa assustador (e não é drama). Quando troquei de escola (Há dois anos atrás) foi terrível também. Queria sumir, me enfiar em um buraco e só sair de lá quando o sinal pra ir embora já tivesse tocado. Lembro que tremia bastante e nem sabia como faria amigos naquela escola super diferente da minha. Mas fiz e junto com eles, mudei bastante. O pessoal tinha pensamentos parecidos com os meus em alguns aspectos, mas em outros eram totalmente diferentes. Fui me adaptando aos poucos, mas não me encaixei com quase ninguém. Dos poucos que realmente chamei de amigo, alguns até vão pra outra escola junto comigo.  Boa notícia: O primeiro dia não será tão solitário assim.  Má notícia: Chegar em um lugar novo com turminha formada meio que impede de fazer novos amigos. Mas como nada é totalmente ruim, te protege daquelas pessoas que não valem apena ter como recordação do primeiro dia.

Mas sabe, encarar mundos diferentes faz parte do nosso crescimento, é bom conhecer pessoas, realidades e pensamentos diferentes dos nossos, é a mesma coisa que fazer uma viagem: expande os horizontes. Principalmente quando temos a oportunidade de conhecer aquelas pessoas que sem querer nos fazem melhores. Aprendi bastante sobre pessoas e suas diferenças no último ano (e não sei até onde isso é bom). Sabe por que? Porque generalizamos tudo. É um preconceito com comportamento.

Meu dia foi melhor do que eu esperava, confesso. As pessoas são muito diferentes. Não ligam para nada, não te olham como se fosse a plateia e você o palhaço, simplesmente ignoram. Não sei até que ponto isso é bom.

Minha sala tem poucas pessoas e eu amo ouvir os professores pronunciarem: Primeiro ano de administração, parece faculdade e tira aquela coisa infantil de oitava série. Tive a sorte de ter a minha melhor amiga por perto e o azar de morar em cidade pequena. Mas sabe, foi bom, foi divertido e pela primeira vez eu me sinto livre em um lugar com muitas pessoas, isso é bom. Agora só falta customizar meu caderno, comprar uniforme e sou uma estudante de administração completa!

Sapatos e Fliperama

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Sábado meu primo me convidou pra ir no shopping passear, se divertir um pouco. Como eu moro em uma cidade pequena e não tem população suficiente pra ater um shopping, toda vez que venho fico super empolgada com as novidades. Jogamos, fiz ele olhar sapatos junto comigo (muito amor, rs) andamos pelo shopping, que por um milagre da natureza estava vazio e até encontramos uma prima e sua linda filha ruiva. Bom, tiramos poucas fotos e eu separei as que eu mais gostei. Essas fotos não foram tiradas com a minha câmera e sim com uma câmera compacta ( por isso a qualidade mais baixa). Mas de qualquer forma super gostei das fotos, sendo essas as primeiras fotos minhas aqui no blog <3

Beijos, até!

Poderia ter sido amor

 

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Poderia ter sido amor, amor dos bons, companheirismo ou por não ter bons motivos, apenas uma boa amizade. E foi o que? Descaso disfarçado de carinho. Ah, se soubessem como eu odeio isso não ficariam dizendo que tenho sorte.  Não tenho sorte por ter alguém que gosta de mim de vez em quando, sei lá qual é o conceito de sorte de vocês. As vezes tenho absoluta certeza que essas pessoas que não tem certeza de nada amam se atravessar na minha vida, bem que elas poderiam ficar longe, bem longe. Agradeço desde já.

Sabe, sentir que alguém só vai estar em algum lugar se tiver algo a mais que você é uma das piores sensações. Dá vontade de sumir, evaporar e desiludir de uma vez por todas que a saudade vai apertar. Não vai, agora sabemos que o celular pode até tocar, mas não vai ser ele. Mensagem da operadora ou a amiga convidando para dar uma volta. Afinal, por que ele ligaria? Ah, por favor, desacreditem que eles ligam só pra matar a saudade. Não ligam, saudade pode muito bem ser preenchida por amigos, bebidas e saias curtas. Quanto mais cedo você aprender isso, melhor. Mas não generalize minhas amargas palavras, só peço para não esperar demais, para não deixar suas coisas de lado e não viver em função de se fazer presente.

Por experiência própria, não vale de nada. É só…sei lá, mágoas a mais. E é ruim demais quando isso acontece, quero dizer, quando mágoas são acumuladas e viram motivo pra desistir do possível amor da sua vida.  Que babaquice. Quem desiste? A gente vai até onde pode, onde dá. Tenta uma, duas, três, quatro e quantas mil vezes forem necessárias. As vezes em vão, as vezes por amor, loucura ou paixão. Acho que tudo acaba na mesma coisa e tem o mesmo efeito. Não sei, só quero tentar, ops, amar.