Carta a quem fica

”Meus pais dizem que enxergam meu futuro com você. Eu dou uma risada envergonhada e digo que estão loucos. E eles que riem de mim. Em uma fração de segundo eu penso em você e todo o trajeto que percorremos até aqui. Todas as curvas inesperadas e todos os acidentes. Lembro das coisas ruins, daquelas que me fizeram chorar baixinho pra ninguém saber o quanto você era importante pra mim e também daquelas em que você me abraçava e eu me sentia protegida do mundo.

Daquele beijo de madrugada perto da minha casa e de todos os quase beijos que foram deixados pra depois por falta de coragem. Você perguntou se seria pra sempre e eu disse que não. Que acabava aqui, ali. Que seria apenas pra fazer do nosso agosto o mais doce possível e só. Sem futuro, sem motivos pra ficar e muito menos pra ir. O caminho continua o mesmo, lembra?

Tudo que eu já senti, hoje não existe mais. Não da mesma forma. Eu tinha que escolher entre você e um mundo de surpresas, entre ir e ficar e eu escolhi ir. Não por não amar você. Muito pelo contrário. Mas quando se tem dezessete anos e um sonho na mala, não se pode pensar muito. Confesso que morria de medo de me desiludir e nada dar certo e ter que voltar pra casa. Mas sempre que eu lembrava dos seus falsos apoios, me sentia mais forte e determinada. Quem diria que o cara mais oposto de tudo que eu queria pra mim, me faria tão bem mesmo de longe.

Hoje o presente não me deixa esquecer que o meu passado foi você e o meu futuro só Deus sabe. Mas não me arrependo, as histórias perpendiculares não se cruzam mais nesse texto, você ficou pra trás junto com todas as vezes que eu me culpei por não ser boa o suficiente para te fazer ficar, mas me desculpa, desse vez quem decidiu ir embora foi eu.”

Sobre tempo, consciência e coração

Eu queria carregar o passado comigo pra ele não existir mais como é.  Queria também não ter nenhum impulso ruim. Sou cheia deles e na maioria das vezes não sei controlar. E acabo fazendo besteiras, essas que latejam em minha mente das piores formas possíveis. Não que eu seja alguém sem caráter, mas tenho sentimentos bons e maus e nem sempre estou disposta a dar o melhor de mim pra alguém. E acredite, pra quem merece, minha dedicação é inteira e eterna. Amo por amar e independente das circunstâncias, nunca achei necessário um relacionamento estável, compromisso e blá blá blá pra amar alguém. Amor vai muito além e todo mundo deveria saber disso. E deveria saber também que a solidão é uma dádiva para aqueles que sabem aproveitar esses tempos de introspecção e que ficar com alguém pra postar fotos bonitinhas nas redes sociais, preencher algum vazio e sei lá, esfregar na cara das ”amigas” não é nada legal.

Cada pessoa carrega consigo histórias tristes e bonitas, felizes e incoerentes. E eu sei que as comparações não fazem sentido algum, mas é que não existem histórias feias, existem pessoas que deram a cara a tapa por algo ou alguém e sofreram as consequências. Sendo elas boas ou ruins. A vida é assim também, as histórias felizes e incoerentes que eu citei acima, são aquelas vividas sem motivação. Foram felizes porque ninguém quis resolver aquele probleminha tolo que incomodava ou ninguém se deu o suficiente pela felicidade do outro. As  histórias totalmente felizes são daqueles que fecharam os olhos para o que acontecia dentro e se importaram com o que acontecia fora, se importaram em nunca parecerem tristes ou perderem algo diante de todos.

A vida não pára e você já deveria ter aprendido isso com Cazuza.  E deveria aprender também a sair de casa com o coração limpo e voltar do mesmo jeito. A não guardar mágoa nenhuma e não se deixar levar por influências idiotas. Existe o que você quer fazer e o que faz porque é legal ou bonitinho. Quem segue a consciência faz o que o certo com os outros, quem segue o coração faz o que certo para si. É simples, não que quem siga o coração não se importe com os outros, mas quem segue o coração é fiel ao que sente e em alguma fase da vida vai magoar alguém. Seja lá qual for o seu conceito de fidelidade.

Claro, independente de quem você seguir, vai magoar alguém um dia, é inevitável. E talvez você só seja uma arma do destino pra ensinar á alguém a dor da mágoa. Não se culpe tanto. Pelo amor ou pela dor. Cada um escolhe quem vai lhe colocar no caminho certo. E se quiser seguir algum conselho furado, não abaixe a cabeça pra ninguém nunca. Nunquinha mesmo. Pessoas prepotentes vão te encarar, pessoas humildes vão te ensinar a olhar nos olhos. É meio tolo, mas pra mim serviu.

Ps: Enlouqueça de vez em quando e deixe tudo acontecer como tem que ser, corpo e alma agradecem!

Amores de hoje em dia

A oportunidade apareceu e ela foi embora. Mas o amor ficou, aliás, o amor sempre fica. Ela viajou para o exterior e nem se despediu, mentiu que era um intercâmbio, mas na verdade era definitivo. Eu até desconfiava, mas preferi não perguntar e nem cobrar, afinal, só fica quem quiser. Ela deve estar vivendo um mundo diferente, sentindo tudo aquilo que sempre quis sentir e nunca teve motivos. Deve estar toda feliz com sua vida profissional e as novidades da viagem. Acho que os amores hoje em dia são assim: Primeiro o trabalho, depois o amor. Talvez porque ninguém mais dê segurança a ninguém e então começa-se a procura alucinada por algo que dê base, alicerce.

E na maioria das vezes são as mulheres que fazem isso, a coisa agora tá invertida: homens estão pensando em amor, mulheres em trabalho. Por que será que é assim? Ela poderia muito bem ter acreditado em mim e ter ficado. Mas não ficou e cada um tem o direito de fazer a sua escolha, eu vou apenas esperá-la. Outra coisa comum no amor de hoje em dia, pessoas procuram outras pessoas que de alguma forma as complete, mas com todas essas ocupações, diferenças e tudo mais, é normal ter que esperar por alguém, e por mais incrível que pareça, elas esperam.

Esperam por medo, esperam por ser mais fácil viver um amor de esperas do que um amor de verdade, que no caso, é bem mais complicado.

Acho que ela também amou e também esperou e talvez não tenha dado certo ou não tenha correspondido as suas expectativas e então abriu mão dessa parte da vida, da parte mais importante da vida. Tanto que se compararmos as metas de antes e as de hoje, amor está em primeiro lugar. O que antes era fugir do amor, hoje é procurá-lo. De tanto ser rejeitado, aprendeu a fugir também.

Anda logo, precisamos amar, é saudável. Procurar e ter valores antigos também é meta, invertemos tudo, percebemos isso e agora estamos tentando reverter. Mas ela não, ela virou a mulher moderna e não quer saber de voltar atrás. Mal sabe ela que bonito é ser romântico, é dar o melhor de si e ver felicidade de alguém, mal sabe ela qual é a sensação.

Suas roupas diferentes, cabelo arrumado, tatuagens pelo corpo e aquele ar de fatal. Já chega disso, ninguém avisou ela? Coloca um vestido, solta esse cabelo, esquece a maquiagem e vem viver o amor, vai por mim, não tens muito tempo. Larga tudo e volta, compra as passagens, esquece o novo emprego, arruma as malas e vem logo, rapidinho. Vem viver, vem sentir, faz bem pra mim e pra ti.

Não perde tempo moça bonita, o amor passa e tu fica. Quero ver o salto que vai massagear teus pés, quero ver o vestido que vai acariciar seu corpo e abraçá-la nos momentos de carência.  Abandona o consumismo, a fama e os elogios, eles são passageiros, não enriquecem teu espírito e não fazem tão bem assim. Larga o psicólogo, teu problema é estar longe do amor.

Corre menina, aprende que o que vale é quem você amou, os sorrisos que causou e os coração que confortou, o resto é só crédito.

Cara certo. Tempo errado.

Outubro de 2017. Como o tempo passou tão rápido e tanta coisa mudou? Daqui a uma semana faço 19 anos e resolvi passar esse aniversário com a minha família. Mudei pra cá faz quase dois anos e desde então tenho evitado ir em casa novamente. Minha vida mudou muito nos últimos 5 anos, abandonei muitas coisas e pessoas. Antes de sair de casa olhei todos os meus cadernos antigos, minhas fotos, minhas colagens, minhas listinhas de desejos de 2012 e as  fotos com aquele cara especial. Logo em seguida guardei tudo e jurei não olhar mais para trás, minha vida agora é outra.

Nunca consegui cumprir esse tipo de promessa – infelizmente.

A saudade de casa, a vontade de me sentir mais real e um pouco a mais de maturidade me fizeram retornar. Dizem que não existe nada melhor para acertar a nossa bússola interna do que viajar sozinha; não sei quem disse isso, só sei que tinha razão. Arrumei minhas malas. Comprei as passagens. O voo atrasou e eu quase desisti. Quando entrei no avião me senti com 14 anos novamente e aquele aperto no peito de quem não sabia que tudo iria dar certo. Que tola.

Minha cidade não tem aeroporto, então teria que ir na capital e de lá pegar um ônibus. Cheguei na rodoviária e me deu uma vontade gigantesca de chorar, não era de tristeza, muito menos de alegria. Era um choro de quem sabia o que queria, mas não se permitia querer. Era um choro de agonia. Entrei no ônibus, procurei meu lugar, cadeira ou banco, sei lá, 35. Agradeci, além de ser janela não tinha ninguém do meu lado e num geral, o ônibus não tinha quase ninguém. Sentei, coloquei minhas malas ao meu lado e pude chorar sem medo. Ninguém ali dentro perguntaria se sou eu mesmo ou o que faço por ali. Nunca quis tanto ser igual a todo mundo.

Lembrei da minha festa de 14 anos, juntei uns amigos, fomos para um bar e eu nunca me arrependi tanto de algo. Era uma época de muitos conflitos internos e muitas culpas que não eram minhas. Me sentia um peixinho fora d’água. Não me encaixava com ninguém e chorava escondida por causa disso. Mas naquele ano eu conheci pessoas maravilhosas que me ensinaram o que é uma verdadeira amizade. Meu aniversário foi numa quarta-feira, mas a ”comemoração” foi na sexta. O bar era em uma cidade próxima e tudo parecia conspirar contra. Liguei para o maior culpado de todos meus medos e todas as minhas vitórias. Ele atendeu e já estava indo. Chegamos, dançamos, conversamos e eu sentia que ele estava ali por algum motivo que não era eu. Nesse momento me senti a pior pessoa do mundo.

Fomos embora cedo, para outro bar na minha cidade. Chegamos lá ele sumiu. Ali eu aprendi uma das mais valiosas lições: Não adianta forçar, não adianta ”jogar a toalha”, quem quer ficar, fica. Abri mão de tudo naquele dia. Era quase de manha, eu estava em uma festa com as pessoas que eu gosto, mas faltava uma. A mais importante no momento. Fui embora com outra pessoa, me segurando para não chorar e sentindo que minha cabeça ia explodir. Cheguei em casa, não olhei pra ninguém, não tirei a maquiagem e nem sei onde estavam as minhas coisas. Só troquei de roupa e fui deitar. Algumas lágrimas timidamente escorreram mas eu logo dormi. O cansaço era maior que qualquer coisa – ainda bem.

Acordei com uma tonelada a mais de sentimentos. E pela primeira vez na vida quis continuar. Não poderia ser tão fraca assim ou tão egoísta ao ponto de querer algo apenas para provar para alguém ou para o mundo, vai saber.

Cheguei em casa e não tinha ninguém, minha mãe sabia que eu chegaria naquele dia e por volta das 13:00. Lembrei da rádio e resolvi ir lá.  Vi meu passado na minha frente e quase desisti. Subi as escadas devagar. A porta ainda estava aberta e dava para ouvir um pouco da conversa. Eles falavam a respeito das festas da semana e alguma outra coisa que não consegui escutar. Ouvi meu nome. Apenas isso me fez querer sair correndo e me esconder. Mas continuei. Primeira. Segunda. Terceira porta. Todos me olharam e vieram me abraçar. Meu corpo congelou. Literalmente. Todas as vezes que eu entrei ali e todas as histórias que aquele lugar me rendeu pareciam um filme na minha cabeça.

Ele chegou perto. Olhou no fundo dos meus olhos e me abraçou apertado. Sussurrou alguma coisa no meu ouvido, mas eu não estava ali. Comecei a conversar com todo mundo e senti meu peito se preencher de algo que não sentia a muito tempo, não sei descrever. Só sei que foi bom.  Contei um pouco da minha vida atual e escutei algumas histórias engraçadas. Fiquei até o final do programa. Descemos as escadas como de costume e ficamos conversando ali embaixo. Eu fui no mercado comprar sorvete e ele veio junto comigo.
– Não tem aqui, vou procurar em outro lugar.
– Eu sei onde tem, te levo lá.
Nos despedimos do pessoal e ele me levou em um barzinho na beira da praia e nós ficamos conversando. Dessa vez, sem máscaras. Me senti feliz e insegura. Ele me convidou para sair e me coração acelerou e eu achei que fosse passar mal. Mas aceitei.
– Me busca que horas?
– As 08:00…ou no caso, 20:00 hrs.
– Tá certo, até mais.
Ele não entendeu, ficou me esperando entrar no carro enquanto eu ia caminhando pela praia. Apenas 4 quilômetros, nada de mais.
– Ei, por que tá indo por aí?
– Tenho saudade de fazer esse trajeto.
– Hoje em dia tudo é mais perigoso. Eu vou junto.
Enquanto ele estacionava o carro em um local mais seguro, eu esperava sentada na areia.
– Pronto, vamos?
– Vamos.
Boa parte do trajeto foi em silêncio e eu não me incomodei com aquilo, silêncio também é resposta.
Era umas 17:00 e eu queria matar a saudade de casa, da minha mãe e da minha cadelinha. Mas ele queria ficar conversando e eu sentia que queria chegar ao ponto ”x” da história: O que ele ainda significava pra mim. Mas não sabia como, até que eu fui obrigada a dizer.
– Você significa a ponte entre o que eu era e o que eu sou. Nada mais.
Ele suspirou e abaixou a cabeça. Eu me senti culpada.
– Só isso?
– Só. Esperavas mais o que?
– Um sentimento. Seja ele qual for.
– Ser um elo é ser mais que um sentimento. É ser uma parte imortal dentro de alguém.
Ele me olhou com cara de espanto e disse:

Você foi um anjo na minha vida e eu me arrependo de ter te deixado ir embora. 
– Já passou o tempo de existir algum arrependimento dentro de nós. 

Chegamos na minha casa e antes que ele entrasse eu me despedi e confirmei o encontro de hoje.
Ele percebeu que eu já não queria tanto assim a presença dele, confirmou e foi embora.
Tomei um banho, me arrumei. Minha mãe me olhava de canto como quem diz: De novo?
E antes que ela dissesse alguma coisa eu ”respondi”: De novo mãe.
Ela riu e me abraçou. Eu estava me sentindo bonita e real. Mesmo sendo surreal que o cara por quem eu me apaixonei a 5 anos atrás estava me convidando para sair.
– 20:00 hrs.
Meu coração estava a mil. Ouvi a buzina. Me despedi da minha mãe, da minha cadelinha e fui.
Cumprimentei e senti o seu perfume ”encostar” em mim. Gostei disso.
– Fomos a um barzinho e de madrugada em uma lanchonete qualquer comer qualquer besteira. Me senti tão bem em poder ser eu mesma. Sem me preocupar com a maquiagem ou se estava sendo fofinha. Fomos embora. Eu não queria ir para casa e ele percebeu. Me convidou para ir pra casa dele e eu fui. Não conhecia seu apartamento ainda, na época ele morava com os pais e eu nunca cheguei a ir lá. Apartamento bagunçado, cheiro de casa que vive fechada. Alguns papéis na mesa e um susto.

Nossa foto estava no teu mural. Nunca esperei ver uma coisa desse tipo. (Como nunca pensei que um dia estaria ali). Ele me olhou e deu um sorriso tímido e nostálgico e chegou perto de mim. 
Meu corpo estremeceu. Fez um carinho no meu rosto e colocou a mão na minha cintura. Se aproximou. Colocou a outra mão na minha nuca. Chegou mais perto. Me puxou pra perto. Foi. Novamente eu estava com ele. 
– Não quero que vá embora.
– Não quero ter que embora.
– E agora?
– Vamos dormir, amanha a gente resolve.
Dormimos e eu acordei antes dele. Arrumei minhas coisas e fui embora antes que a vontade de ficar fosse maior. Deixei o café preparado e um bilhete na geladeira:
”Nem sempre o que nos faz feliz está perto. Sinto muito por nós, mas no fundo sei que um dia ainda vamos nos encontrar novamente. A vida não seria tão injusta assim”. 

Colei o bilhete e saí bem devagarzinho, pé por pé, dei uma última olhadinha no quarto, vi seus traços de quem já estava cansado de ser sozinho e antes que o sentimento fosse mais forte, saí sem fazer nenhum barulho para não correr o risco de fazer novamente as mesmas escolhas de sempre.
Fui embora com o perfume dele na pele e mais uma foto de recordação. Vivi com ele tudo que eu queria e aprendi que tudo tem seu tempo, seja ele certo ou errado.

A Professora de Yoga e o vizinho do lado

”Vivo nesse apartamento a quase dois anos e nunca me incomodei com absolutamente nada até ele vir morar aqui. Não tenho mais paz, silêncio então nem se fale.”

Essas eram as reclamações diárias da pessoa mais zen do prédio. O cara novo era um baladeiro de plantão, se não fazia escândalo ao chegar em casa, fazia festas na mesma, o que de fato, era bem pior. Não perdia um final de semana e parecia nem se importar com as reclamações da vizinha.

Ela por sua vez, resolveu devolver na mesma moeda. Pareciam gato e rato. Ela colocava música extremamente alta perto do meio-dia, hora que o cara estava dormindo. Já ele parecia criança: Chegava das baladas fazendo barulho, batia na porta dela e saía correndo. E assim se passaram alguns messes dessa ”brincadeirinha” e ela desistiu.

Ele se deu por satisfeito quando viu que aparentemente teria ganhado da vizinha encrenqueira. Coitado. 

A mulher ficou quieta por umas duas semanas. Sem um piu, nenhum sinal de vida; não saía, não colocava música perto do meio-dia e nem reclamava para o síndico. Ele estranhou o comportamento dela e resolveu averiguar. Problemas a vista. A vizinha encrenqueira sumiu!

Todos do prédio culparam o baladeiro, como já disse, coitado! Todos o apontavam e diziam baixinho: Ele deveria ir embora ou Esse aí só nos causa tormento. O cara ficava todo sem jeito, fingia que nem era com ele e saía de fininho.

Ela apareceu. Problemas maiores!

Quando chegou, fez questão de ir no apartamento do vizinho e lhe dar um buquê de rosas amarelas. Ele a olhou com receio e antes que perguntasse o por quê daquilo, ela se adiantou e disse:
– Quero paz! Vamos fazer um trato?
O cara sem hesitar diz que sim e logo pergunta:
– Que trato seria esse?
Ela ri e responde:
– Quero ser convidada especial de todas as suas festas.
Ele a olha com cara de espanto e responde:
– Olha, a senhora me desculpe, mas até então detestava as minhas festas e agora quer ser convidada especial? Isso é algum tipo de brincadeira ou sei lá, a senhora está tirando uma comigo?
Ela o olhou torto e disse:
– Essas são as minhas condições, sem mas!
Ele sem ter muita opção acaba concordando.

Chegou o dia da festa e ela pronta, esperando ele vir lhe convidar e nada. Um hora passou, ele não chegou e ela estava chateada. Ele apareceu. Lhe pediu desculpas e…

CONTINUA OUTRO DIA, HÁ!

Só pra informar, resolvi fazer uma categoria só para crônicas, essa é a primeira, awn <3