Aos poucos, alguns passos

Eu procurei em vários caras o que eu queria pra mim. O meu eterno namorado, futuro marido, pai dos meus filhos e meu melhor amigo. Todos eles falharam em algum ponto, e, pra mim cada item desse é indispensável. Sou super a moda antiga, amo baladas e curtição,  mas sonho com uma casa toda com o meu estilo, um amor, cachorros, filhos e um papagaio.  Talvez eu esteja pedindo demais, mas estou disposta a ser tudo isso pra alguém e isso já é muito. Alguns dos caras que conheci eram legais, divertidos e viam a vida de formas extraordinárias e por diversos motivos não eram pra mim. Não naquele momento. Alguns eram apenas amigos, amigos que me deram a mão quando eu precisei e foram importantíssimos para o meu amadurecimento.

Amadureci rápido demais, talvez pelas circunstâncias ou por ser assim mesmo. Minha cabeça sempre foi na lua mesmo tendo os pés no chão. Dizem que a personalidade de cada pessoa se forma a partir da personalidade dos pais, bom, eu discordo totalmente. Minha personalidade não fecha com o meu pai e nem com a minha mãe (mesmo que eu tenha ela como espelho). Hoje eu sonho em ser veterinária e jornalista, e advogada também. Claro que eu vou ter que escolher uma profissão só, mas por enquanto, essas são minhas escolhidas. Quero viajar pelo mundo também, conhecer vários tipos de pessoas e culturas.

Mas quero encontrar um amor primeiro, amor esse que sonhe tudo isso junto comigo. Quero construir um abrigo pra animais abandonados e estar pronta pra todas as peças que a vida me pregar. Quero distribuir amor por onde passar e quando tiver filhos, ensinar a eles tudo de melhor nesse mundo. Vou ensiná-los a respeitar e amar os animais e cada ser vivo. Vou ensinar também a cultivar amizades e respeitar os mais velhos. E ler muito, faz bem pra alma. Pretendo ter um casal. Pra ele eu vou ensinar a ser um homem de verdade e a ter o pai como espelho, e ela, vou ensinar a se dar valor e espero ser boa a suficiente para servir de exemplo.

A vida é mágica. É sério, quando menos esperamos surgem as melhores coisas. E é aos poucos que a vida se mostra, se dá, se sente, vá em frente, só alguns passos, feche os olhos e apenas sinta, a vida não erra.

Adaptar-se

Adaptar-se. Acho que esse é o maior pedido da vida; e convenhamos, também o mais difícil de se fazer. Pessoas novas, lugares novos, rotinas e mentes diferentes. E eu? Fico confusa, irritada, perdida e amando tudo isso. É bom conviver com o que foge ao nosso pensamento, abre a mente e nos faz bem.  Claro, é complicado. Complicadíssimo. Pelo menos pra mim. Mas é como conhecer uma cidade nova, você tem que seguir um rota, a vida é assim também. Só que o mapa, dessa vez, é interno.

Coração é intuição também, segue que quer. Eu sempre segui, não que tenha dado certo todas as vezes, mas viver de acordo com que se sente dá leveza a alma. Mesmo que quem está ao nosso redor pense que somos inconsequentes e infantis. Quem sente de verdade, sabe quem sente também. Se preocupe apenas com isso, com quem tem sensibilidade o suficiente para entrar na mesma sintonia que você, o resto é resto.

Lá vou criando teorias e comparações.

Sabe, quando a gente sente que tá na hora de viver algo novo, as expectativas e atitudes são outras, mas o momento é o mesmo. Ai que entra a tal da adaptação, se eu souber conciliar minhas vontades com a minha rotina, tudo se encaixa. Simples assim. Ok, nem tão simples assim. Na teoria tudo é fácil e bom, lembram? A prática que destrói o plano perfeito e feliz. Snif! Viver de acordo com o que se quer ou sente, não faz sentido. Faz sentir.

E mesmo que nada disso dê certo, que seja só perda de tempo, de paz e umas descrenças a mais na vida, eu tenho fé. Juro, tenho fé em mim, tenho fé em você e tenho fé na vida. Isso não tem nada haver com religião, fé é apenas alma confortada e mente tranquila. E por mais que os momentos não sejam dos melhores, eu digo e repito: Tenho fé, vou me virar e tudo  vai dar certo!

 

O ponto de partida e o de chegada são os mesmos

 

O que eu quero dizer com isso? Que o início e fim são quase sempre iguais, o que importa é o meio. Sabe quando alguém diz: ”Deu várias e voltas e voltou ao mesmo lugar” não quer dizer que a pessoa continua a mesma, significa que temos raízes e desejo de mudanças. A pessoa em questão provavelmente voltou ao mesmo lugar não sendo a mesma pessoa. É isso que faz a diferença. Quem você se tornou depois de tantas voltas?

Uma versão de si mesmo com mais histórias pra contar, mais experiências e com certeza, mais maturidade. Ninguém piora, melhora ou na pior hipótese continua a mesma coisa. O problema é quando avaliamos isso por dinheiro ou até por beleza, coisas perecíveis. Claro, fico feliz quando vejo alguém que não se sentia bem com o seu corpo que nos seus limites se tornou bonita fisicamente. Fisicamente. Porque o que a gente é não tem nada haver com dinheiro e beleza, já vi pessoas abrirem mão do dinheiro e finalmente serem felizes. Claro, não foram infelizes a vida toda, mas a felicidade mesmo, aquela que conforta a alma (por incrível que pareça) vem de dentro, vem da sensação de ter feito o bem, de ter dado o seu melhor.

Voltando ao assunto, o que eu quero explicar é que essa coisa de voltar para o mesmo lugar é absolutamente normal (e em alguns casos, ato de extrema coragem.) Não vejam isso como regresso, perda de tempo ou algo do tipo. Você sai de casa de manha para cumprir as suas obrigações lá fora, mas sempre volta pra casa a noite. As vezes com uma historia boa, as vezes apenas com uma história. É mais ou menos isso.

Quando o padrão de beleza interfere na saúde

Esses dias li uma matéria que me deixou preocupada. Falava sobre as mulheres pirulito, famosas com peso normal que eram consideradas gordas pela mídia. O antes e depois delas é deprimente, é impossível que achem bonito ver pessoas definhando para se encaixarem no padrão de “beleza”. Mas não exatamente isso que me chamou a atenção, e sim o fato de que muitas meninas seguem esse infeliz padrão. O número de meninas com bulimia e anorexia é muito alto, mas ninguém divulga. Por que? Porque é contra o padrão. Na maioria das vezes não tem pressão nenhuma em cima delas como nas famosas, mas só por verem que elas super magras, querem ser também. Com certeza vocês já ouviram falar que a câmera aumenta as pessoas, ou seja, essas meninas que parecem ter um corpo bonito, rosto desenhado e tudo mais, na vida real são extremamente magras.

Outra coisa que tenho notado também, é que quando a mulher é sarada, usa vestidos curtos (mesmo que seja na medida certa), sai a noite  e tal, é considerada uma qualquer. Por quê por quê? Por que ser magrinha e só querer ficar em casa é bonito, é fofo. Porque o padrão é assim. A maioria das famosas são assim. Então meninas normais que não nem a metade do auxílio e recurso que elas tem, queremos ser iguais. Aí chega a parte importante: A saúde. Parar de comer, malhar compulsivamente, tomar remédios para emagrecer e viver fissuradas só nas calorias e naquele númerozinho na balança.  Já tive essas paranoias também, confesso. Não deu muito certo, meu esteriótipo é de mulher brasileira e minha preguiça é maior que a vontade de fazer dieta.

Não entrem nessa não, não vale a pena, conheço uma moça que era linda, tinha um corpo escultural, mas se achava gorda e começou a tomar remédios para emagrecer que afetaram seu sistema nervoso e hoje ela quase nem anda, não consegue abrir os olhos direito, não fala muito bem também. Tá passando por maus bocados em nome da magreza.

Então fica a dica, não entrem na onda de quem vive em função disso, se for o caso faça uma dieta com uma nutricionista, cuide de si mesma e aceite seu corpo como ele é, vai por mim, é o melhor caminho.

Promessas mal cumpridas

Não sou boa em cumprir promessas, acho até que já falei sobre isso. Prometo tirar a maquiagem quando chego de algum lugar, prometo arrumar meu quarto e mantê-lo assim, prometo ser mais paciente e dedicada. Não sou nada disso, mas até que me esforço psicologicamente. Prometo também (todos os dias) parar de correr atrás, de levantar bandeiras, de dar sinais e tudo mais que não é mais necessário, coisa que só o tempo pode resolver. Mas como falei, prometi ser mais paciente, coisa que não rolou. Queria mandar no tempo e fazê-lo voltar por alguns meses e depois apressá-lo. Sou curiosa. Esses dias no shopping, vi uma sala com várias tendas com a seguinte placa: Ajuda espiritual. Como sou muito ligada a essas coisas, fui perguntar como funcionava, mas essa “ajuda” custava 50,00 reais e eu não tinha no momento, eram cartas de tarô e a mulher me lembrou uma pessoa que gosto muito, mas era muito antipática.

Ah, um tempo atrás também prometi não dar mais atenção a essas coisas, sinto muito também. Só cumpro o que  não prometo e prometo muita coisa. Ainda bem que prometo para mim e não para os outros, é horrível acreditar em uma promessa e ela não se cumprir. Acho que daí que vem as decepções, das promessas feitas não cumpridas e  daquelas que entendemos que foram feitas. Entendemos sentimentos como promessas, então quando alguém demonstra ter sentimentos por outro alguém, esse alguém logo faz um contrato mental onde a pessoa assina que nunca vai abandoná-la ou magoá-la. E nós sabemos que não é assim, sentimento não é promessa de nada e promessas não foram feitas para serem levadas  ao pé da letra, não hoje em dia. Apesar de que eu não sou um modelo de pessoa que não acredita em promessas, acredito muito, acredito até no que foi dito e não prometido. Não esqueço nenhum detalhe, nenhuma palavra.

E passo bastante trabalho por isso,  as pessoas não lembram do que dizem e parecem não lembrar também que algumas coisas doem e não é pouco. Vivem em função do trabalho, da academia, do namorado e das compras. É raro hoje em dia quem namora por sentimento, status é mais importante. E eu que prometi (também) não me deixar afetar por isso, acabei deixando. Mas o que a gente tem que aprender mesmo e prometer e colar no espelho, na porta da geladeira, na contracapa do caderno e onde mais fiquei visível diariamente é que ninguém é totalmente certo e totalmente errado e a perdoar acima de tudo. Afinal,  já prometemos e não cumprimos várias vezes.

Curtir e assinar, vale a pena?

Sabe, tenho pensado muito a respeito das redes sociais, em principal no Facebook. Hoje em dia as pessoas querem ter o perfil perfeito, cheio de informações, fotos, eventos, marcações, frases de efeito e tudo mais, onde quem são ou somos de verdade morre a cada postagem, a cada curtida e na fissura de ser elogiado. Tanto que qualquer pessoa que tira fotos bonitas abre o perfil para assinantes. Alguém já parou pra pensar no por quê de fazerem isso?

Eu já. É só pra sentirem que alguém acompanha o que fazem, para se sentirem com platéia e atenção. Ao mesmo tempo que é bom ver pessoas se esforçando para serem melhores e é triste saber o motivo: Aceitação do outro. Eu particularmente procuro não entrar nessa onde, mas é inevitável. Essa de fotos bonitas, lugares conhecidos ou sei lá o que, me faz a cabeça também. Vai, eu assumo, também caí na rede.

O que no caso, é uma pena. Pena porque não sabemos aproveitar bem o que mídia tem a nos oferecer. Essa coisa de ser conhecido por fotos bonitas não te garante nada além do sucesso momentâneo. Todas as pessoas que souberam aproveitar o que a internet tem pra oferecer se deram bem, é só olhar direito. Procurar alguma coisa que te faça bem. Por exemplo: Lojas virtuais, blogs e até páginas no próprio Facebook podem render uma boa grana e de quebra ser conhecido por um trabalho bem feito. É só saber aproveitar, colocar a mão na massa e se divertir!

Escreva, desenhe, customize, ensine algo, fale sobre assuntos polêmicos, dê opinião. Faça um vlog, um site, crie uma marca e faça disso sua ocupação. Afinal, existe coisas bem melhores que algumas curtidas e sei lá quantos assinantes.

 

Sem pressa, só hoje!

Acordar cedo. Ir pra aula. Voltar da aula. Ir pra loja. Voltar da loja. Arrumar o quarto. Arranjar tempo pra estudar. Dormir pelo menos oito horas. Acordar cedo. Esconder as olheiras e arrumar o cabelo. Droga, deveria ter visto isso antes. 

Meus dias têm se resumido a isso, não sobra muito tempo pra descansar e pensar na vida. O corre corre do dia-a-dia tá me roubando também. Justo eu que jurei nunca me deixar levar assim – ou pelo menos, tão cedo. Fim de ano é sempre assim, saber quem ficou em prova final, organizar passeios e curtir o verão. Mas dessa vez é diferente, minha vida a gora é que nem vida de adulto. Responsabilidades e mais responsabilidades. Uma cobrança aqui, outra ali e mais trocentas acolá. E agora? Não sei.

Tudo era tão mágico, andar pela cidade, conhecer outros lugares e por ventura, descobrir um cantinho especial de onde possa ver o mar e pensar na vida sem ninguém pra atrapalhar. Hoje em dia isso é quase impossível. Até caminhar na praia era a coisa mais maravilhosa do mundo e hoje…nem tanto.

Agora eu entendo o espanto da minha mãe ao perguntar por que gostar tanto de praia ou sei lá, uma trilha qualquer. Até isso perdeu a graça. Acho que meu espírito aventureiro foi pro lixo. Só pode.

Aos nove anos eu dizia que nunca seria o que eu sou hoje. E hoje peço a Deus pra não piorar. Não queria ser mais uma engomadinha pelo dia-a-dia, presa em algum lugar confundindo vida profissional com vida pessoal. Tudo menos isso. Já cheguei a achar que só seria feliz quando pudesse fazer o que bem entendia, até que entendi que tudo tem seu lado ruim, e o lado ruim de ter liberdade é ter que saber usá-la. É bom ter limites de vez em quando, ou no meu caso, alguém pra guiar.

Andamos com tanta pressa, olhamos o mar de relance, não sabemos mais o que é sentar nas pedras e sentir a brisa bater no rosto e a alma agradecer. Só mais um pouquinho, eu sei que não temos tempo, mas eu amava esse lugar.

Mania de agradar.

Todo mundo já teve ou tem essa mania né? É inevitável. Esses dias minha mãe (muito sábia) me chamou a atenção sobre isso. Na hora eu fiquei chateada, pensando:
– Poxa, tá sendo uma luta pra mudar e ela trata como se fosse nada.
Mas depois eu dei razão pra ela. A gente tem essa mania tosca mesmo e é super complicado de mudar. Nós vivemos em um mundo de aparências e se não fosse por isso a moda não se espalharia e não seria seguida. Seria cada um vestindo o que acha melhor e pronto. Maaas a gente sempre pensa: Será que as pessoas vão gostar? Será que tá legal? Eu faço muito isso e assumo.

Odeio ir em um lugar e as pessoas me olharem estranho ou me analisarem. Acho um saco e sempre me sinto mal. Insegurança talvez.

Enfim, não sei porque eu tô contando isso pra vocês, mas vamos lá.

Ninguém tem que agradar ninguém. Mas o que eu noto muito que as pessoas confundem agradar com fazer feliz. E não é isso. Agradar é fazer uma ou várias pessoas gostarem de ti, fazer feliz é se preocupar com alguém em especial e fazer essa pessoa se sentir bem. Não devemos confundir isso jamais.

Ah, e tem outra, a gente tem que aceitar as pessoas também. Fazer (ou não fazer) pra elas o que gostaríamos pra nós. Se não quer que te olhem atravessado, não olhe ninguém assim e pronto. Antes ser indiferente do que maldoso.

Literalmente, bom dia!

Bom dia pra você que acordou cedo e bom dia pra você que só vai ler isso quando já for boa tarde. 

Bom dia, literalmente. Que o dia de vocês seja ótimo em todos os sentidos e que vocês usem esse dia sem muitos compromissos pra fazerem o que der na telha. Nada de rotina, só hoje. E amanha também se puder.

Vamos sacudir o corpo, arrumar o quarto e o coração também, por que não? Ah, vai, larga a preguiça que a rotina causa. Hoje não tem rotina, não tem obrigações. Vai fazer aquelas coisas simples como brincar na grama com o seu cachorro ou ouvir os pássaros cantarem. Sai de casa, vai olhar o mar ou uma vista bonita que esteja próxima de você.

Não sei vocês, mas eu me sinto completa quando fico sentada na areia olhando o mar e ouvindo as ondas ”quebrarem”. É uma sensação inexplicável. 

Enfim, a mensagem que eu quero passar pra vocês é que hoje é sábado, vamos desacelerar, fazer o que gostamos, nada que é feito por obrigação nos faz feliz e hoje podemos escapar disso.

 

Todos nós deveríamos nos ”desligar” um pouco.

Esse texto não é pra você e talvez nem seja pra mim.

Falo no plural porque acredito que muita gente vive a mesma situação e não percebe. Por exemplo, porque tudo hoje é generalizado?
– Existe muito de tudo. Existe muita gente seguindo o mesmo estilo, falando as mesmas coisas, tendo as mesmos problemas e seguindo o mesmo maldito padrão.

Nada mais ganha respeito, ninguém aguenta mais ver as mesmas coisas. Então as pessoas mudam o tema da vez, mas logo em seguida o transformam em mais um. Não existe mais quem consegue fazer por todos fazendo por si.  Todo mundo quer mudar tudo e não analisa nada. Simplesmente faz o que acha melhor e pronto.

Não sou a dona da razão,  jamais. Sempre me pego fazendo as coisas que mais detesto. É complicado. Mas ta aí uma coisa que eu aprendi: Quem não encara os próprios erros nunca vai melhorar. Não sou alienada, sei muito bem o que acontece a minha volta e as vezes gostaria de não saber. Quem tenta entender antecipadamente enlouquece, eu sei. 

Somos loucos então! Que seja.

Não quero explicações e nem suposições. Quero certezas involuntárias, não aceito menos que isso.  É, esse texto é pra mim, sem querer, mas é. Peguei esse hábito de ”me dar” broncas em forma de textos, afinal, tudo que escrevemos nada mais é que conforto pra nós mesmos.