”Então acabou, eu desisti de você”.

 Hoje eu vi ele. Meu coração acelerou instantaneamente, não pude conter o nervosismo e o sorriso de orelha a orelha. Evitei passar perto mesmo que a minha maior vontade era de abraçá-lo.  Me sentei em um banco com uns amigos e tentei não olhar para ele.

Minha amiga ficou narrando a situação enquanto eu olhava para todos os lados procurando alguém para me abraçar e me proteger dessa vontade imensa de gritar e espernear.  Nós temos bons amigos em comum, até que um deles avisa: Ela está ai. Eu o ouço perguntar aonde e enquanto me faço de boba vejo o nosso amigo apontar disfarçadamente para mim.

Entre nós tinha uma arvorezinha e entre seus galhos pude ver ele se inclinando para me olhar, sem vergonha alguma, ele que olhava e eu que ficava nervosa. Até que ele se virou e me deixou de lado. Eu não sabia o que pensar, não entendia o que estava sentindo. Era como se fosse um estranho, não encontrei nele nada do que via antes. Não achei que ele merecesse tanto amor e tantas coisas boas que eu estava disposta a proporcioná-lo. 

E o engraçado é que de uns tempos pra cá não sei mais como reagir a ele, prefiro mil vezes não vê-lo em lugar nenhum, fingir que não o conheço ou algo do tipo.  Não quero ficar do lado dele sentindo esse descaso infantil misturado com orgulho ferido. Ele me olha com cara de ressentimento, de mágoa. Como se sem dizer uma palavra estivesse me jogando na cara que achou que eu seria diferente.

E isso dói. Dói porque eu não sei viver desse jeito. Sou tudo ou nada. Não vou te tratar como um conhecido só por educação. Prefiro ser mal-educada então.  Você sabe que nós poderíamos ser melhores amigos desde que prometemos um ao outro que nunca mais iremos ficar juntos. E pronto, resolvido.

Mas não, você faz birra e eu tento deixar tudo que se relacione a você como segundo, terceiro, quarto e se puder, último plano. Porque eu não quero te encarar e ter que assumir que quando fujo de você, fujo de mim também. E isso me cansa, me reinvento mil vezes pra tirar de mim todos os teus resquícios e nunca dá certo.

Me pego falando como você, me pego sorrindo ao lembrar de tudo que foi bom. Porque isso ninguém apaga, o que foi bom sempre fica. Toda história tem seu tempo definido par acontecer. Fomos fogo de palha. Mas isso não nos impediu de guardar lembranças maravilhosas. E eu as carrego comigo todos os dias, não transformo ou apago algo que me fez tão bem.

Chegou a hora do nosso fim. A única coisa nos resta a fazer é recolher as peças e guardar o tabuleiro, você fez de nós um jogo e esse jogo acaba agora. Essa história não é mais nossa, talvez nunca tenha sido. Mas chegou a hora de colocar um ponto final nisso. E como dizem: ”O amor só acaba quando o último desiste”. Então acabou, eu desisti de você.

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