Ops Nina, vem?

Ops Nina | Marina Mello

Amo esse blog. Amo mesmo. Mas ele faz parte de uma história que aos meus olhos não é mais minha. Ou melhor, é sim, é muito minha. Mas eu não quero continuar ela. Quero outra, nova e em branco me dando total opção de novos caminhos. E então, vim contar que eu fiz outro blog! O nome é Ops Nina! Além dos meus textos (amor eterno), abrange também outros conteúdos. Vários temas. Desde maquiagem a filmes e livros. Por que eu to fazendo esse post? Porque eu ficaria muito feliz de ter la também quem eu tenho aqui! Todos que me acompanham aqui são tão prestativos que eu vou sentir muita falta! E como não pretendo voltar nesse aqui, espero vocês lá, beijo! <3

Os resquícios da terceira série e o caminho certo

Tenho um amor irracional por aqueles que realmente me entendem. Não que leiam a minha mente e me digam tudo que eu sinto e não percebo e não consigo organizar dentro de mim, mas que saibam diferenciar meus reais intuitos dos desvios de caminho que sem querer acabo por fazer. Sabe, aquelas pessoas que sabem que aquele errinho não foi por mal. Eu erro muito (mesmo sabendo que pequenos erros acabam virando bola de neve). Sou indecisa, insegura e a minha desconfiança é outro nível, duvido até daquilo que dizem que não tem chance de dar errado. Operadores de parque de diversão que o digam.

Sempre fui do contra, a aula é de matemática mas eu tô lendo o texto de história – Isso explicaria minhas notas baixas. Algumas preferências estranhas, livros desconhecidos, reportagens de economia, filmes de cachorros, desenhos animados antigos e lugares lindos, porém nenhum coleguinha conhecia. Sem vídeo-game, filmes de luta, joguinhos de mão (não sei qual o nome certo) ou qualquer coisa que envolva a vida de quem estudava comigo na terceira série. Resumindo, eu era a perdida da história. Nunca sabia do que tava acontecendo com resto do mundo, amava a minha vida e os outros pouco importa.

Claro, uma hora eu iria cansar disso e acharia muito atraente a ideia de ter vários amigos. Pois bem. Eu comecei a ouvir o papo das meninas e dos meninos. A fazer educação física e ficar passeando pelo pátio (até hoje detesto isso). Mas sempre me sentia meio deslocada, ninguém era realmente amigo ali, mas eu pensava o que certo era continuar correndo atrás. Ok. Terrível erro. Depois de achar todo mundo fútil, idiota e sem conteúdo, desisti das pessoas e desejei ser um gato, cachorro ou passarinho.

A vida deles deveria ser bem mais fácil. Acho que a partir da sétima série parei de me importar tanto com essa história de companhia. Um livro e boa música era o suficiente. Outro ponto importante, graças ao meu pai, fui descobrir que existiam outros ritmos além de MPB com uns 8 anos. As meninas gostavam de kelly key e eu nem sabia da existência dela. Meu negócio era outro. Era praia, mar, fim-de-tarde laranja, várias fotos, pitanga do pé e alimentação mais que saudável.

Aí chega o mundo e acaba com a minha bolha. Seus insuportáveis. Antes eu pensava que todos ao meu redor sabiam que eu estava sozinha porque não me entendia com ninguém e enjoava de tudo e tudo enjoava de mim. Grande problema. Acho que nessas mil tentativas frustradas de me enturmar eu conheci tanta gente que aparentava perfeição mas era destruída por dentro, que não era qualquer coisa que realmente me deslumbrava. Ninguém era tão interessante assim eu comecei a ter preferência pela solidão. Outro grande problema.

Mas é vida é mágica e linda e eu conheci pessoas das quais me refiro no início do texto. Aquelas que sabem que quando a presença é real companhia, eu quero sempre. Fujo de pessoas que me deixem incomodada, mas amo um bom papo. Sério. E por mais que escolher bem quem vai estar por perto tenha as suas desvantagens, nenhuma delas é maior do que o encontro quase surreal de almas que se entendem e se respeitam. É lindo e puro. E por mais que digam que eu deveria ser mais simpática e dedicada, eu tô no caminho certo, no meu caminho.

Tudo o que eu tenho

Eu tenho notas pra recuperar e um quarto bagunçado. Uma lista de músicas tristes e as cobertas mais quentinhas do mundo. Tenho livros guardados que me esperam para o dia que estiver pronta para lê-los. Tenho amigas meio estranhas e um namorado mais ainda. Tenho medos escondidos e sonhos românticos. Tenho também, ideias absurdas que deveriam me levar a um psiquiatra ou algo do tipo.  Acho meio improvável que alguém depois de saber tudo que eu penso, ainda queira ficar. Mas tudo bem. Eu tenho um guarda-roupas bagunçado e coisas que eu não uso mais, não quero mais e não tenho coragem de jogar fora. Desculpa, me apego a bobagens que em algum ponto da minha vida foram importantes. Não que as queira,  é que fizeram parte sabe?

Tenho  alguns diários de 2007 e 2009, quando eu me enchia de raiva porque uma menininha lá falava mal de tudo e todos e vivia de mimimi. Tenho vários cadernos de textos e blocos de notas cheios de tolices-sentimentais-dramáticas-chatas-e-estranhas. Nunca consegui organizar definitivamente nada. Essa coisa de viver arrumando aqui, consertando ali não é pra mim. Preciso de algo organizado e que não me incomode. Tenho pastas de fotos antigas e um painel quase vazio por preguiça de arrumá-lo como deve ser. Fotos, livros, textos, trechos, amores e eu. Solidão tão cheia de tudo e que me deixa sem nada.

Tantas pendências que eu carrego só pra saber se ainda existe algum discernimento aqui dentro. De uns tempos pra cá tanta coisa mudou e eu desaprendi tanta coisa e aprendi tantas outras que posso dizer que valeu a pena. As vezes não sei se sigo o que sinto ou se pirei de vez e não sei de mais nada. Talvez seja. Adeus cérebro, meu casamento com o coração aconteceu faz tempo e eu não sabia. Mas agora é definitivo. Ah,  e com comunhão de bens.

Tenho uma personalidade instável e gênio forte até, mas existem piores que eu. Tenho uma mãe geniosa e linda por dentro e por fora. Tenho tanta saudade que o coração não sabe mais o que fazer. Amar demais também é um problema. Tenho um cabelo comprido e bagunçado e bochechas que eu o-d-e-i-o. Tenho o sonho de ter filhos e casar na praia. E ter um cachorro. Vários. E vários gatos também. E só um papagaio. E um jardim bonito. E um coração cheio de amor. E todas as coisas que eu carrego comigo todas as manhãs e que esqueço ao longo do dia, mas lembro a todo instante. É bom saber tudo o que se tem. E melhor ainda quando tudo que se tem é maravilhoso e não se compara a nada e nem ninguém.

Carta a quem fica

”Meus pais dizem que enxergam meu futuro com você. Eu dou uma risada envergonhada e digo que estão loucos. E eles que riem de mim. Em uma fração de segundo eu penso em você e todo o trajeto que percorremos até aqui. Todas as curvas inesperadas e todos os acidentes. Lembro das coisas ruins, daquelas que me fizeram chorar baixinho pra ninguém saber o quanto você era importante pra mim e também daquelas em que você me abraçava e eu me sentia protegida do mundo.

Daquele beijo de madrugada perto da minha casa e de todos os quase beijos que foram deixados pra depois por falta de coragem. Você perguntou se seria pra sempre e eu disse que não. Que acabava aqui, ali. Que seria apenas pra fazer do nosso agosto o mais doce possível e só. Sem futuro, sem motivos pra ficar e muito menos pra ir. O caminho continua o mesmo, lembra?

Tudo que eu já senti, hoje não existe mais. Não da mesma forma. Eu tinha que escolher entre você e um mundo de surpresas, entre ir e ficar e eu escolhi ir. Não por não amar você. Muito pelo contrário. Mas quando se tem dezessete anos e um sonho na mala, não se pode pensar muito. Confesso que morria de medo de me desiludir e nada dar certo e ter que voltar pra casa. Mas sempre que eu lembrava dos seus falsos apoios, me sentia mais forte e determinada. Quem diria que o cara mais oposto de tudo que eu queria pra mim, me faria tão bem mesmo de longe.

Hoje o presente não me deixa esquecer que o meu passado foi você e o meu futuro só Deus sabe. Mas não me arrependo, as histórias perpendiculares não se cruzam mais nesse texto, você ficou pra trás junto com todas as vezes que eu me culpei por não ser boa o suficiente para te fazer ficar, mas me desculpa, desse vez quem decidiu ir embora foi eu.”

Sobre tempo, consciência e coração

Eu queria carregar o passado comigo pra ele não existir mais como é.  Queria também não ter nenhum impulso ruim. Sou cheia deles e na maioria das vezes não sei controlar. E acabo fazendo besteiras, essas que latejam em minha mente das piores formas possíveis. Não que eu seja alguém sem caráter, mas tenho sentimentos bons e maus e nem sempre estou disposta a dar o melhor de mim pra alguém. E acredite, pra quem merece, minha dedicação é inteira e eterna. Amo por amar e independente das circunstâncias, nunca achei necessário um relacionamento estável, compromisso e blá blá blá pra amar alguém. Amor vai muito além e todo mundo deveria saber disso. E deveria saber também que a solidão é uma dádiva para aqueles que sabem aproveitar esses tempos de introspecção e que ficar com alguém pra postar fotos bonitinhas nas redes sociais, preencher algum vazio e sei lá, esfregar na cara das ”amigas” não é nada legal.

Cada pessoa carrega consigo histórias tristes e bonitas, felizes e incoerentes. E eu sei que as comparações não fazem sentido algum, mas é que não existem histórias feias, existem pessoas que deram a cara a tapa por algo ou alguém e sofreram as consequências. Sendo elas boas ou ruins. A vida é assim também, as histórias felizes e incoerentes que eu citei acima, são aquelas vividas sem motivação. Foram felizes porque ninguém quis resolver aquele probleminha tolo que incomodava ou ninguém se deu o suficiente pela felicidade do outro. As  histórias totalmente felizes são daqueles que fecharam os olhos para o que acontecia dentro e se importaram com o que acontecia fora, se importaram em nunca parecerem tristes ou perderem algo diante de todos.

A vida não pára e você já deveria ter aprendido isso com Cazuza.  E deveria aprender também a sair de casa com o coração limpo e voltar do mesmo jeito. A não guardar mágoa nenhuma e não se deixar levar por influências idiotas. Existe o que você quer fazer e o que faz porque é legal ou bonitinho. Quem segue a consciência faz o que o certo com os outros, quem segue o coração faz o que certo para si. É simples, não que quem siga o coração não se importe com os outros, mas quem segue o coração é fiel ao que sente e em alguma fase da vida vai magoar alguém. Seja lá qual for o seu conceito de fidelidade.

Claro, independente de quem você seguir, vai magoar alguém um dia, é inevitável. E talvez você só seja uma arma do destino pra ensinar á alguém a dor da mágoa. Não se culpe tanto. Pelo amor ou pela dor. Cada um escolhe quem vai lhe colocar no caminho certo. E se quiser seguir algum conselho furado, não abaixe a cabeça pra ninguém nunca. Nunquinha mesmo. Pessoas prepotentes vão te encarar, pessoas humildes vão te ensinar a olhar nos olhos. É meio tolo, mas pra mim serviu.

Ps: Enlouqueça de vez em quando e deixe tudo acontecer como tem que ser, corpo e alma agradecem!

Aos poucos, alguns passos

Eu procurei em vários caras o que eu queria pra mim. O meu eterno namorado, futuro marido, pai dos meus filhos e meu melhor amigo. Todos eles falharam em algum ponto, e, pra mim cada item desse é indispensável. Sou super a moda antiga, amo baladas e curtição,  mas sonho com uma casa toda com o meu estilo, um amor, cachorros, filhos e um papagaio.  Talvez eu esteja pedindo demais, mas estou disposta a ser tudo isso pra alguém e isso já é muito. Alguns dos caras que conheci eram legais, divertidos e viam a vida de formas extraordinárias e por diversos motivos não eram pra mim. Não naquele momento. Alguns eram apenas amigos, amigos que me deram a mão quando eu precisei e foram importantíssimos para o meu amadurecimento.

Amadureci rápido demais, talvez pelas circunstâncias ou por ser assim mesmo. Minha cabeça sempre foi na lua mesmo tendo os pés no chão. Dizem que a personalidade de cada pessoa se forma a partir da personalidade dos pais, bom, eu discordo totalmente. Minha personalidade não fecha com o meu pai e nem com a minha mãe (mesmo que eu tenha ela como espelho). Hoje eu sonho em ser veterinária e jornalista, e advogada também. Claro que eu vou ter que escolher uma profissão só, mas por enquanto, essas são minhas escolhidas. Quero viajar pelo mundo também, conhecer vários tipos de pessoas e culturas.

Mas quero encontrar um amor primeiro, amor esse que sonhe tudo isso junto comigo. Quero construir um abrigo pra animais abandonados e estar pronta pra todas as peças que a vida me pregar. Quero distribuir amor por onde passar e quando tiver filhos, ensinar a eles tudo de melhor nesse mundo. Vou ensiná-los a respeitar e amar os animais e cada ser vivo. Vou ensinar também a cultivar amizades e respeitar os mais velhos. E ler muito, faz bem pra alma. Pretendo ter um casal. Pra ele eu vou ensinar a ser um homem de verdade e a ter o pai como espelho, e ela, vou ensinar a se dar valor e espero ser boa a suficiente para servir de exemplo.

A vida é mágica. É sério, quando menos esperamos surgem as melhores coisas. E é aos poucos que a vida se mostra, se dá, se sente, vá em frente, só alguns passos, feche os olhos e apenas sinta, a vida não erra.

Eu não sei o que você quer do futuro

Olha, hoje eu não posso te explicar muita coisa, mas quem sabe outro dia a gente se encontre e tudo isso faça sentido de novo. Ou talvez, se tivermos sorte, vire uma lembrança tão boa que uma explicação estragaria. 

Eu sei que agora tudo é estranho e você duvida de mim, e quer saber, eu duvido também. Me acho incapaz de te amar o suficiente e quase enlouqueço com isso. Me esforço pra demonstrar, mas falo besteira. E corro atrás de consertar erros que não são meus, e tento uma, duas, três, mil vezes se for preciso. Mas não largo de nós dois. Não largo porque não somos feitos um para outro de uma forma que tudo seja perfeito desde sempre, a graça disso tudo é lutar por alguém, é subir cada degrau, ganhar cada espaço e muita determinação. Sem ela, amor nenhum segura a bronca.

E eu luto por nós dois por ser uma forma de acabar com o amor que eu sinto por ti, é meio que dar chances até a vontade de abandonar for maior que o sentimento. Você não se importa comigo e as vezes eu quero que vá mesmo, vá e não volte. Assim eu fico livre pra errar sozinha (de novo). Eu sei que tudo fica mais suave com você aqui, mas não complica minha situação. Quantas vezes eu vou ter que dizer que escolho nós dois? Te peço pra não desistir, tenta de verdade, segura a minha mão que tudo isso vai passar, é só uma fase ruim.

Acredita nisso também, por nós.

Eu não sei o que você realmente quer do futuro, mas espero que me queira nele. Por mais difícil e estranho que isso possa parecer, mas aos poucos a gente resolve e tudo se encaixa. Você sabe disso, não sabe? Eu me coloco a tua disposição; hoje, amanha e sempre.

Só te peço isso

Todos os dias eu tenho vontade de te dizer o quanto você é perfeito e que eu não te mereço, que você não deveria estar comigo e te mandar embora. Embora pra onde? Só se for pra minha casa. Queria ter o poder de te colocar em uma caixinha de refúgio e ter você pra sempre. Egoísmo puro, eu sei. Mas é que sem você é mais difícil. O fardo é mais pesado, a vida tem menos graça e os problemas se tornam maiores – mesmo que você seja um deles. Mesmo que você seja extremamente infantil para algumas coisas, mesmo que só queira me alegrar. Teu jeito me encanta. Teu carinho misturado com ironia e em seguida um beijo com mordida, teu amor.

Você fala de estrelas e coisas estranhas e eu só sei falar bobagem. Na verdade eu até sei falar sério, mas prefiro te fazer rir (nem que seja mais de mim do que comigo). Sou tola, eu sei. Mas te amo. Amo mesmo, bastantinho. E sinto ciúmes, medo de perder e sou cheia de inseguranças. Mas você nem nota, me olha com tanta admiração e zelo que tenho vontade de sacudir e dizer o quanto eu sou errada, te falar de todos os meus defeitos, desde os menores até aqueles praticamente  insuportáveis. Mas é nos teus olhos que eu vejo segurança, é no teu abraço que eu acho que tudo vai dar certo.

É tão fácil sentir e tão difícil explicar. Aos poucos você me ganha, faz a vontade de ver aquele outro cara diminuir e a de  ficar perto de ti aumentar. Mas anda logo, vai embora. Não se apega e não deixa eu em apegar. Nós dois sabemos que é morte premeditada.  Amor que vai crescer e não vai ser forte o suficiente. E vai morrer como qualquer outro. Não vai ser diferente, não vai render um livro inteiro, talvez um capítulo ou apenas algumas páginas. Você é tão certinho, tão careta e me faz tão bem.  Não bebe, não gosta de tatuagens e nem pensa na possibilidade de provar tudo de errado que o mundo proporciona. Nem preciso dizer que sou o contrário de tudo isso e continuo te amando.

Só te peço pra não me entender, não me perdoar, não tentar ver meu lado bom. Fica com o ruim. Olha meus defeitos e exalta todos eles e usa como motivo pra ir embora. Só aceita meu pedido de desculpa. Desculpa por entrar na sua vida, bagunçar ela e querer sair de uma forma tão abrupta. É só medo. Medo de não saber o que fazer quando você disser que não dá mais ou que passou naquela prova E vai embora.

Você é um nerd, cretino, besta, grosso e eu não quero te largar nunca mais.  Você gosta de legião e nem gosta de imaginar as músicas que eu já cantei e dancei em festas por aí. Até que te dou razão, elas são realmente idiotas e sem conteúdo. E que seus rock’s pesados que maltratam meus tímpanos são melhores. Apenas no quesito letra, que fique bem claro. Por quê você é tão compreensivo? Por quê não me dá motivos pra te odiar? Meu forte é dar errado, não tente mudar isso, não sei me virar de outra forma.

Talvez até saiba, mas é que amar alguém é tão complicado. Nada convencional, nada que se bem guardado, fica como é. Amor se a gente deixa pra depois, ele morre. Precisa ser cultivado e eu não faço a mínima de como fazer isso. Meio que já me acostumei a não ter que cultivar. É tão estranho. Mas olha, vou te contar uma coisa..não quero nem saber como é, quero só te amar.

Redes sociais e a exposição excessiva

Hoje em dia com tantas redes sociais e tanta ostentação é super normal que a vida de qualquer pessoa esteja inteirinha em seu facebook, twitter, instagram, tumblr, foursquare, blog e tantas outras que eu nem sei. Até que ponto isso é bom? Manter no seu perfil fotos daquele passeio incrível, citações legais de algum escritor que você provavelmente nunca leu nem um livro sequer, confirmar presença em eventos avisando indiretamente para alguém que você vai ou fazer reclamações sobre política é aceitável. Faz parte da sua vida e em partes, as redes são para os seus amigos interagirem com você. Claro, hoje o mundo é das indiretas. Mas não é só esse o assunto. O problema de hoje em dia é que a exposição excessiva está fazendo de pessoas normais, celebridades da internet. Qual é o mérito disso? Nenhum. A opção seguir no facebook foi feita para pessoas normais acompanharem o trabalho/arte/vida de pessoas famosas. Mas e aí? O que faz uma pessoa merecer fama? Suas atitudes. Hoje basta uma menina com o cabelo escorrido, piercing no nariz, uma blusa que mostre metade dos seus seios e ela terá no mínimo 1.000 seguidores. Talvez porque o padrão seja esse e nós morremos de medo de ir contra isso.

É normal até. Deplorável, claro. Sei (e sigo) pessoas simples, normais, mas com opiniões maravilhosas e pontos de vista extraordinários. E é ai que entra o mérito, as idéias daquela pessoa me fizeram pensar, refletir a respeito do que tenho feito da minha vida. As pessoas que divulgam idéias, que questionam, que lutam (por si e pelos outros) são as que merecem toda essa idolatria. E isso serve para homem e para mulher. As redes sociais foram feitas cada qual para um contato diferente, mas nós que somos egoístas, arranjamos um jeito de tirar proveito unicamente para nós. Eu acho o máximo quando alguém se expõe com toda a transparência que puder, até porque, não é nenhum pouco fácil se assumir com defeitos e erros e quem o faz, acaba ganhando merecimento (vivemos em um mundo de máscaras, você sabe). O que eu não entendo é por que nossas mentes que diga-se de passagem, são muito evoluídas (apesar de que eu acredite em teorias retrógradas) vivemos em função dos outros? A sociedade é que impõe? Indiretamente sim. Mas que fique claro, somos influenciados, não obrigados.

É como se dissessem: ”Use essa roupa, ela te torna igual aos outros e então você se encaixará”. Mas que droga! Se encaixar  no que? Em uma sociedade profundamente corrompida e doente? Desculpa aí, mas eu tô fora.

O lugar influencia também, por exemplo, eu moro em Imbituba-SC, cidade praiana e pouco desenvolvida. Sinto falta de inúmeros recursos, mas agradeço pela qualidade de vida. Temos a praia rondando toda a cidade, ar puro, nadinha de nada de trânsito, sabe, tranquilidade para viver. A pressa sem motivo das grandes metrópoles é incompreensível. Caso queira ser psicólogo, só escolha o lugar e tente salvar essas mentes nervosas. Por mim e por todos. Eu queria poder ajudar todo mundo, mas ouvir ladainha alheia não é meu forte. Só faço por amor.

Já me perdi do assunto do texto, voltando. As pessoas se expõe muito e a todo minuto. Necessidade de atenção, de elogio, de carinho de pessoas que só conhecem o que você posta. Fim. Isso é falta de amor (para não ser grosseira).  Tudo que é bonitinho vira moda, tudo que vira moda, vira lixo. É tão simples. Para que abrir a sua vida assim? Ser uma pessoa pública quando você quer ser uma pessoa pública, é ótimo. Agora, por exemplo, brigou com o namorado e já posta centenas de frases descornadas só para ele ver e te ligar e fazer as pazes, não porque ele realmente quer fazer as pazes e sim porque não quer passar vergonha. Ou seja, além de se expor, expõe os envolvidos na sua vida. Já parou para pensar que existem pessoas discretas e que vivem para a o real?

Bom, eu acredito que nós temos salvação. No dia em que aprendermos que independente da religião, a lei é amor, independente da opção sexual, a lei é a mesma. O dia em que o ser humano aprender a respeitar sem idolatrar, a discordar sem diminuir, tudo estará resolvido.

Jogar tudo para o alto e ficar

TUMBLR

Eu não sei por onde começar. Não dessa vez. Foi tudo tão rápido, tão raso e difícil de entender. Eu gosto tanto de você e tenho tanta vontade de fugir. Fugir porque de alguma forma, você mexe com o que tem de pior e melhor em mim, me faz sentir medo, ódio e encarar tudo isso mesmo não querendo. Perto de você eu sinto que tenho a obrigação de tentar, de fazer dar certo.

Ultimamente têm sido assim, um misto de vontade e sentimento, o menino que não se encaixava nos meus padrões idiotas, me ganhou. Game Over. Meu discernimento de certo e errado acabou de ir para o espaço. E eu estou aqui, vivendo coisas que parecem ser a cura de todo esse vazio que nunca ninguém esteve disposto a preencher. Não como você. E por isso nosso barco não afunda, o que eu não puder fazer por nós, te dou força e fazemos juntos. Você é a minha cura, a mesma que eu jurava não existir. E mesmo que tudo isso mude, que necessite de uma pausa ou sei lá, um futuro ponto final, eu não sei o que dizer. Nunca fui satisfeita com que tinha e luto contra mim todos os dias para poder ficar com você. Minha vontade é jogar tudo pro alto e esquecer que sentimento não se apaga tão fácil assim.

Mas é você, apenas você que me faz ficar, ficar hoje, amanha e sempre. Me faz fazer birras como criança e assumir a pose de mulher decidida. A forma com que me abraça, me beija e faz eu me sentir bem, tranquila. Sabe, sou sentimental ao extremo. Fico sem jeito, com bochechas vermelhas e tenho vontade de me esconder toda vez que me enche de mimos e carinhos, não sou acostumada a tanto. Daí aparece você e se dispõe a fazer por mim o que ninguém até então fez. Você tenta me decifrar, me acompanhar, me entender e quando não consegue, sabe me respeitar.

E é basicamente isso. É tão pouco pra quem olha de fora e tanto pra quem olha de dentro. É saber dar espaço sem abandonar, cuidar, fazer rir, dar a mão e o corpo todo, compreender o incompreensível e aceitar a falta de entendimento e opiniões controversas. É ficar mesmo quando o certo seria ir.